segunda-feira, 29 de outubro de 2012

 
"Se temos de esperar,
que seja para colher a semente boa
que lançamos hoje no solo da vida.
Se for para semear,
então que seja para produzir
milhões de sorrisos,
de solidariedade e amizade."
Cora Coralina

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Minha relaçao com a escrita



MINHA RELAÇÃO COM A ESCRITA

Vou contar uma passagem para retratar minha relação com a escrita. Recentemente participei de uma orientação técnica.
 Nela estavam três professoras do Ciclo I (eu sou uma delas) e o restante eram todos
 formados em Letras, ou seja, professores de Língua Portuguesa. Já no início do dia, foi solicitado a todos que fizessem um desenho onde retratasse a nossa história com a escrita. Muitos professores fizeram desenhos cheios de detalhes e de vida (ninguém era desenhista), relatando posteriormente a explicação do mesmo. Algumas histórias foram emocionantes, de fazer nossos olhos se encherem de água. Já meu desenho foi um olho chorando, daí conclui-se que minha experiência com a escrita não foi feliz. No decorrer da minha vida escolar tive excelentes professores, porém nenhum que fizesse brotar a paixão por escrever, nenhum que me incentivasse e mostrasse que sou capaz de escrever como qualquer pessoa. Nenhum que me dissesse a importância da leitura na vida de uma pessoa, a transformação que ela provoca nos campos de atuação da nossa vida e consequentemente na nossa escrita. Mas não culpo a nenhum deles por não gostar de escrever. Apenas diria que hoje tenho medo de escrever, penso mil vezes antes de escrever algo e sempre acho que posso estar sendo “ridícula”, falha, incompleta, de não conseguir expressar realmente aquilo que desejo. Às vezes escrevo algo e não sei se condiz com o que foi solicitado....terríveis inseguranças. E essas inseguranças surgiram e perduram até hoje. Tenho medo de estar cometendo algum erro parecido com meus alunos. Para eu achar bom, ótimo um trabalho, o aluno tem que escrever muito bem. Será que não está me escapando por entre os dedos alguém que só precise de uma palavra, de um incentivo para se tronar um brilhante escritor? Concluo dizendo que além de estar adorando fazer esse curso ele também está me fazendo pensar muito sobre o meu trabalho com a leitura e escrita em sala de aula.

Mônica Filomena Buzolin

Depoimento de leitura e escrita Vera Lopes

Olá colegas do curso, aproveito a oportunidade para parabenizar a todos pelo nosso dia. As minhas experiências com a leitura e escrita sempre foi muito forte e mágica, desde sempre tive essa proximidade com esse universo, meus pais apesar de pouco estudo, sempre incentivaram esse meu lado e lembro que todos os meus pedidos e todas as minhas barganhas e trocas eram com revistinhas e palavras cruzadas para criança, como era a revista picolé, que não sei se ainda existe, que era um dos meus maiores prêmios de criança, funcionava como um troféu que eu exibia e lia para todos. Nas minhas memórias de criança lembro que já entrei na escola alfabetizada, pois eu tinha uma professora de bairro muito querida e respeitada na minha rua, que era como uma tradição para as crianças da época e do meu bairro, tinhamos que passar pelos bancos da professora Maria, que carinhosamente chamavamos de Dona Maroca, era ela quem alfabetizava todos meus amiguinhos de infância antes de irmos para a escola convencional, a maioria dos meus amigos das bricadeiras de rua já tinham algo em comum fora das brincadeiras de criança, a "banca" da D. Maroca, e aqui faço minha homenagem a essa que me ensinou as primeiras letras,soletrar, juntar palavras, ler pequenos textos e gostar muito da turma da Mônica, já que ela lia muito fotonovelas e como eu não podia ler aquela revista grande cheia de fotos de artistas pedia para meus pais comprarem revistinhas e as famosas e já mencionadas revista Picolé, foi assim que enriqueci meu vocabulário que era vasto para uma criança, pois com a procura de adjetivos e sinônimos aprendia palavras novas sempre. Além dessas preciosas recordações tive o prazer de ter uma Vó Júlia, muito querida, que lia de tudo, inclusive as famosas fotonovelas, assim como contos, poesia e tudo que aparecia, o que era na época muito difícil de ver, pois as mulheres não tinham esse hábito, minha Vó foi inovadora para sua época, era muito inteligente e formadora de opinião, ela ficava horas lendo, seus presentes giravam sempre em torno da aprendizagem e do prazer da leitura, me ensinou ver horas e me presentiou cou o primeiro relógio com todos os números, nada era digital, foi a primeira senhora do bairro a usar calça cumprida, era "prá frentex", como se dizia na época. Tenho muito orgulho do meu processo de alfabetização, das minhas primeiras leituras e escritas, vou guardá-las comigo prá sempre e sem esquecer do quanto eu ficava anciosa por mais um episódio de Vila Sésamo e do Sítio do Pica-pau amarelo, que depois viraram pedidos de criança e leituras deliciosas e incansáveis.

Essa era na infância a minha relação com os livros e com todo o universo que me cercava e me fazia muito feliz, sei que hoje temos a internet, os jogos interativos, a sede por presentes cada vez mais tecnológicos e os famosos celulares que nos deixam loucos na sala de aula, mas sei que vamos conseguir passar essa fase e incorporá-la nas nossas vidas sem muitos danos, sem mais sofrimentos, só precisamos de boas ideias, ajuda dos pais em casa e muita paciência.

Minha história com a leitura e a escrita


No início a minha experiência no ambiente escolar não foi muito positiva, entendia como um castigo a restrição de minha liberdade para brincar.

Um fato marcante que fez eu a passar a gostar da escola foi o estimulo proporcionado pela minha professora do antigo primário professora Vânia que idealizou um concurso na sala de aula, para incentivar o capricho dos alunos na escrita.

Na época já gostava de escrever e tinha prazer em fazer os exercícios de caligrafia, então me dediquei ainda mais e ganhei o concurso, recebendo como prêmio o livro Robson Crusoé a partir deste momento além de escrever comecei a tomar gosto pela leitura.

Procuro seguir o exemplo da minha professora Vânia estimulando e criando espaço para criatividade e incentivando aos alunos para que eles vençam suas dificuldades e tomem gosto pela escrita e leitura.

Hoje no meu projeto na sala de leitura tenho um fato curioso a comentar:

Uma aluna do 7º ano que quase não lê, mas tem uma vontade enorme de aprender a ler, em nossa roda de leitura quando chega a sua vez de ler, abre o livro e começa a inventar a história, percebemos que tanto eu como os demais alunos que ela faz com prazer, e continuamos a incentiva-la em sua “leitura” e a exercitar sua criatividade.
Moral da história: tudo que é feito com carinho e estimulo chegamos a onde queremos.

domingo, 21 de outubro de 2012

VERA  LOPES (Cursista)
São Carlos-SP


Olá, que tenhamos um excelente curso!!!
Leciono na rede há um longo tempo, já lecionei em escolas particulares e durante esses anos fiz outros cursos.
Espero que o curso seja prazeroso já que essa vida de professor é muito corrida e temos pouco tempo, mas estou muito animada e feliz por essa oportunidade.
Adoro tudo que me faça feliz: um bom livro, amigos, família, cinema, música,teatro...
JOSÉ FIORITO (Cursista)
São Paulo-SP


Sou professor da rede estadual há 13 anos, formado em Letras, antes de iniciar minha carreira de professor trabalhei em empresa privada na área de treinamento em vendas.Minha expectativa no curso é de agregar conhecimentos no cibercultura e aprender como que é um curso a distância.

Saudações!!!



Olá pessoal, bom estar aqui, mais uma conquista!



Vera Lopes






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O grupo responsável pela construção deste Blog é formado por professores da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, que além da profissão têm em comum o prazer por ensinar e a busca constante de aprendizado.
Os professores José Fiorito, Monica Filomena, Paula, Vera Lúcia e Edinalva, seguindo sua ânsia por aprender, no momento fazem parte de um curso à distância que tem como objetivo capacitar educadores nas ferramentas sobre Leitura e Escrita em Contexto Digital. Neste curso, trocamos conhecimentos e discutimos o papel do educador no mundo da nova era tecnológica.
Evoluindo em sua capacitação, este grupo criou o Blog Ler para Ser!, espaço de troca de informações, curiosidades e experiências relacionadas à Arte de Educar no Contexto Digital.
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